![]() Bruxa
![]() Suas vestes tinham linhas de inocência, Servia-me palavras, encharcas sobre mel, Na maquiagem, escondia a evidência, Dizia vítima do amor, Óh! Mundo cruel! Nas pratas da mesa sua imagem era refletida, O bolo aromático reclamava fermento adúltero, Toalha fina de rendas, como teias tecidas, O pão, chá, café, clamavam cuidado efêmero! Mal ela sabia! Que meu espírito a sondava, Que suas roupas, a mesa, o ar, me revelava, De súbito levantei, desculpas pedi, nada toquei, Artimanha! Nos seus lençóis não me enrosquei. Maurício de Oliveira
Enviado por Maurício de Oliveira em 22/06/2012
Alterado em 28/02/2025 Comentários
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